Após o vazamento de imagens que indicam uma interação entre o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general da reserva Gonçalves Dias, e vândalos durante a invasão ao Palácio do Planalto no último dia 8 de janeiro, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) subscreveu, na quinta-feira (21-abr), o requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar possível omissão do Governo Federal para conter o ato.
A subscrição o coloca como coautor do requerimento.
De acordo com o parlamentar, os vídeos divulgados constituem um fato inédito que comprova a necessidade de investigação detalhada no Congresso Nacional para responder a questionamentos reincidentes.
O vazamento dos vídeos coloca em dúvida a postura do Governo Federal de impor sigilo de cinco anos às imagens.
Amom negou que apoiar e contribuir com as investigações na CPMI representam um posicionamento ideológico e reafirmou a independência e transparência em seu mandato.
Para o parlamentar, é importante que a investigação entre em curso para que a verdade seja divulgada e dê fim às especulações que têm sido levantadas pela população.
“Se omitiram esses vídeos da Polícia Federal e do STF, precisamos da força do Congresso Nacional para apurar os fatos”, afirmou Amom.

Vídeo vazado e informações sigilosas
“Com o vazamento do vídeo, um fato novo que muda absolutamente tudo, vejo que informações foram omitidas das investigações em curso e que o Congresso Nacional precisa entrar em ação para que todos os envolvidos revelem as informações necessárias”, destacou o deputado.
“Precisamos apurar quem financiou, quem se omitiu e quem participou da invasão aos Três Poderes”, declarou.
Como coautor da proposta, o parlamentar será capaz de acrescentar novos questionamentos e linhas de investigação que auxiliem na apuração dos fatos ocorridos.
Além desta CPMI, uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada na Câmara Legislativa do Distrito Federal em janeiro deste ano e ainda está em curso, assim como outras investigações por parte de órgãos federais como o Ministério Público Federal.