O retorno da missão Artemis II à Terra ganhou novos detalhes e reforça o alto nível de risco da etapa final. A cápsula Orion deve reentrar na atmosfera a cerca de 38 mil km/h — aproximadamente 30 vezes a velocidade do som — enfrentando temperaturas que podem ultrapassar 2.700 °C.
A previsão é que o pouso ocorra às 21h07 (horário de Brasília), no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, nos Estados Unidos.
Reentrada será momento mais crítico
Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera terrestre, o módulo de serviço será descartado, deixando apenas a cápsula com os astronautas para enfrentar a fase mais delicada da missão.
Durante a descida, a nave ficará temporariamente incomunicável por cerca de seis minutos — período conhecido como “blackout”, causado pelo atrito com a atmosfera.
Além do calor extremo, a tripulação será submetida a forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra, exigindo alta resistência física.
Sistema de segurança e desaceleração
Após atravessar a atmosfera, a Orion iniciará uma sequência de abertura de paraquedas. Primeiro, serão acionados os dispositivos de estabilização, a cerca de 6,7 quilômetros de altitude. Em seguida, três paraquedas principais reduzirão a velocidade para garantir uma queda controlada no mar.
A operação é considerada essencial para evitar danos à cápsula e garantir a segurança dos tripulantes.
Resgate rápido no oceano
Depois do pouso, equipes da Marinha dos Estados Unidos devem retirar os astronautas da cápsula em até duas horas. Em seguida, eles serão levados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passarão pelas primeiras avaliações médicas.
Posteriormente, a tripulação será transportada para o Centro Espacial Johnson, no Texas, onde continuará sendo monitorada após a missão.
A Artemis II marca o retorno de voos tripulados ao entorno da Lua após mais de 50 anos e representa um passo importante para futuras missões de exploração espacial mais profundas.
