É tradição o chefe do Executivo estadual prestigiar a tradicional Festa dos Visitantes, que abre o Festival Folclórico de Parintins. Mas este ano, o governador Wilson Lima (UB) não compareceu ao evento cuja atração era a cantora Joelma, que reuniu mais de 30 mil pessoas.
O motivo, no entanto, ainda não foi informado pela assessoria do governo.
Nos bastidores do Palácio do Governo, entretanto, a informação, segundo uma fonte, é que o governador não quer aparecer em grandes eventos abertos ao público com receio de ser vaiado novamente, como aconteceu na Marcha para Jesus e recentemente na “motociata”, realizada em Manaus com a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Assessores próximos ao governador se espalharam pelas ruas de Parintins e encontram um clima desfavorável para a participação de Wilson Lima na festa e, também, estão o aconselhando a não aparecer na abertura do Festival de Parintins, que aconteceu ontem sexta-feira, (24-jun) com a apresentação boi Garantido.
Vaias preocupam governo
A estratégia para tentar “blindar” o governador de novas vaias leva em consideração a presença de um público visitante de Manaus, de mais de 110 mil pessoas, segundo expectativa da prefeitura de Parintins.

Outro clima desfavorável para Wilson Lima é o fato de ele ter ordenado a demissão do apresentador do festival, o humorista Abdias “Cabucão”. O artista da terra apresentou o evento durante 20 anos, e sua saída por ordem do governador causou uma grande repercussão em Manaus e em Parintins.
Abdias foi substituído por um locutor paulista, desconhecido e sem conexão com a festa.

Insatisfação é grande
A grande revolta da população com o governo acontece por conta do envolvimento de Wilson Lima e assessores na compra superfaturada de ventiladores pulmonares numa lojas de vinhos e a falta de oxigênio medicinal nos hospitais, que causaram a morte de centenas de pessoas durante o período crítico da pandemia.
Por conta disso, Wilson Lima foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência e no seu gabinete pela Polícia Federal durante a Operação Sangria.
Três secretários de Saúde, indicados pelo governador, foram presos. O governador e mais 14 assessores são réus no Superior Tribunal de Justiça (STF) por suspeitas de crimes corrupção.
