O presidente do boi Garantido, Antônio Andrade Barbosa, enviou hoje (19-jun) ofício ao secretário de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, ameaçando não colocar o boi na disputa pelo Festival de Parintins 2023.
Andrade alega problemas financeiros nesta temporada.
No documento, o presidente do Garantido pede ajuda ao Governo do Amazonas e afirma que teve que escolher entre “realizar a apresentação no Festival Folclórico de Parintins 2023 com sérias dificuldades de naturezas diversas, principalmente financeiras;” ou “efetivar o pagamento de todos os recursos humanos envolvidos na construção do Boi 2023”.

Antônio diz que optou por pagar os funcionários para evitar um estado de calamidade.
O Governo do Amazonas emitiu nota esclarecendo que apoia, acredita e fortalece o festival em tudo que lhe cabe, tendo cumprido com todos os acordos firmados para a realização da festa em 2023.
Veja a nota do Governo do Amazonas.
O Governo do Amazonas considera inimaginável a não participação do Boi-Bumbá Garantido no 56º Festival Folclórico de Parintins, por supostos problemas financeiros da Associação Folclórica, conforme alegou a atual diretoria em carta encaminhada nesta segunda-feira (19-jun) à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.
Dessa forma, o governo assegura que o festival acontecerá, nos dias 30 de junho e 01 e 02 de julho de 2023, como manda a tradição.
O Governo do Estado apoia, acredita e fortalece o festival em tudo que lhe cabe, tendo cumprido com todos os acordos firmados para a realização da festa em 2023.
Além do repasse de R$ 10 milhões para os bois, sendo R$ 5 milhões para cada um, também trabalhou na captação de recursos junto a patrocinadores da iniciativa privada.
Ao longo dos anos, o Estado também tem dado todo o apoio logístico, estrutural para que o espetáculo ocorra e espera que as Associações Folclóricas também cumpram sua parte, colocando os bois na arena e fazendo a festa acontecer.
O Festival Folclórico de Parintins é patrimônio cultural brasileiro e pertence ao povo do Amazonas.
O Festival representa o fortalecimento da economia local, geração de emprego e renda para a população de Parintins, e o Governo do Amazonas não vai admitir que nenhuma intercorrência impeça a realização do Espetáculo do Povo da Floresta.