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15 de outubro de 2026 | 14:39

Há um ano, STJ tornava réu o governador Wilson Lima, acusado de fraudes na pandemia; “Dia vergonhoso para o Amazonas”, afirma Wilker

O deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) relembrou hoje (20-set) que há um ano o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tornou réu o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil) por crimes na pandemia da Covid-19.

Em tom duro, o parlamentar classificou o dia como “vergonhoso” para o Estado e criticou a falta de posicionamento da Assembleia Legislativa em não avançar nas investigações contra Wilson Lima.

Wilker reavivou a decisão da Corte Especial, em 20 de setembro do ano passado, que aceitou, por 12 votos a 0, a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o governador Wilson Lima e mais 12 pessoas – entre ex-secretários estaduais, empresários e servidores públicos.

Eles foram acusados de participar da compra superfaturada de 28 respiradores inadequados, no valor de R$ 2,9 milhões, para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19.

Wilson Lima é chefe de organização criminosa, acusa o Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) imputa ao governador os delitos de dispensa irregular de licitação, fraude a procedimento licitatório, peculato, liderança em organização criminosa e embaraço às investigações.

“Esta semana marca uma data fatídica e de reflexão. Pela primeira vez o Amazonas tem na cadeira de governador uma figura que completou um ano como réu em um dos momentos mais trágicos do nosso povo”, criticou Wilker.

“É um aniversário triste para a democracia e uma vergonha para o Parlamento Estadual, porque se tivesse cumprido o seu papel, Wilson Lima já estaria, há muito tempo, fazendo companhia para o Sérgio Cabral”, disparou o deputado, frisando a prisão do ex-governador do Rio de Janeiro por receber mais de R$ 78 milhões em propinas envolvendo empreiteiras, cuja pena soma mais de 17 anos.

Corrupção mata

Wilker citou a notícia da morte da menina Luna Lima Lemos, de 5 anos, filha da influenciadora digital Magrinha Ellen, no dia 12 de setembro. A garota morreu devido à demora no atendimento e ausência de leitos para o tratamento contra a leucemia.

Outra revelação divulgada pelo deputado é a falta de leitos de UTI no Pronto-Socorro da Criança Joãozinho, após uma mãe denunciar que sua filha de 17 anos está há dois dias na sala de reanimação da unidade esperando por um leito de suporte avançado à saúde.

Para Wilker, o caos na saúde pública do Estado tem relação direta com a malversação do dinheiro público gerido pelo governo de Wilson Lima.

“Quando um governo segue pelo caminho da corrupção, cenas tristes como essas, de mães perdendo seus filhos, viram rotina. É a corrupção destruindo vidas e famílias. Temos um governador réu, corrupto, que deixa faltar UTIs no Amazonas”, cobrou.

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