O governador Wilson Lima (UB) não resistiu à pressão popular e baixou de 25% para 18%, ou seja, sete pontos percentuais, o ICMS da gasolina, gás e energia elétrica no Amazonas. Wilson não queria reduzir o imposto, como fizeram 20 governadores de outros Estados, porém foi orientado por sua equipe de marqueteiros a autorizar a redução do ICMS.
No ambiente político, a ação do governador foi classificada como estratégia para melhorar sua imagem diante os eleitores e, dessa forma, diminuir a rejeição popular.
Na verdade, o governo do Estado foi obrigado a cumprir a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, que determinou, na semana passada, que as alíquotas do ICMS sobre combustíveis sejam uniformes em todo o Brasil.
Nas redes sociais, Wilson Lima tenta ganhar popularidade com a medida, que foi cumprida, até ontem (04-jul) à noite, por 21 Estados e o Distrito Federal.
Acre, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ainda não anunciaram a redução do imposto.
A medida do governo do Amazonas segue a recente lei aprovada pelo Congresso Nacional que coloca teto de 17% a 18% na cobrança do ICMS pelos Estados sobre combustíveis e energia.

