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25 de abril de 2026 | 00:01

Polícia encontra mais ‘nudes falsos’ de 20 alunas adolescentes; colegas de aula são acusados

Mais 20 alunas menores de idade descobriram que colegas de escola usaram um aplicativo de Inteligência Artificial para criar fotos nuas com as imagens das garotas.

Os pais das alunas procuraram hoje (08-nove) a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do Rio de Janeiro, onde o caso está sendo investigado.

A ‘fabricação de nudes’ veio à tona na semana passada, quando vazaram as primeiras fotos das adolescentes sem roupas.

Foi descoberto que as imagens eram criadas por outros alunos, também adolescentes, do Colégio Santo Agostinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Segundo a polícia, os suspeitos têm entre 12 e 15 anos e serão ouvidos hoje (08-nov) pela DPCA.

Se confirmada a autoria do crime, vão responder como menores infratores, e podem receber uma medida socioeducativa, ficando até três anos privados de liberdade em alguma unidade de socioeducação.

O que diz o ECA

A principal acusação contra os adolescentes que fizeram a montagem é descrito no artigo 241C, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):

“Simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual.”

Colégio disse que “conscientizava alunos”

Responsáveis e ex-alunos do Colégio Santo Agostinho cobram a expulsão e suspensão dos suspeitos e de quem compartilhou as imagens.

Revoltados, eles ameaçam retirar os filhos da unidade se a direção não der um posicionamento.

“Sei que não é culpa do colégio o que um aluno faz isoladamente, mas é responsabilidade do colégio responder de acordo e proteger seus alunos. Certamente, vocês não vão manter na escola alunos que cometeram um crime contra outros alunos, né?”, questionou uma estudante, por meio das redes sociais.

Alguns responsáveis lembraram que a escola costuma fazer ações de conscientização sobre o uso ético das redes sociais, mas não consideram a medida suficiente.

“Como ex-aluno e pai de uma aluna espero a expulsão sumária daqueles que criaram as fotos e, no mínimo, a suspensão daqueles que foram multiplicadores. Chega de palestrinha preventiva. Isso não funciona“, cobra o pai de uma estudante.

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