31.3 C
Manaus
4 de abril de 2025 | 16:27

Relatório da reforma tributária, apresentado por Eduardo Braga, é aprovado na CCJ do Senado

Após quase sete horas de debates e quase 120 dias de tramitação da matéria no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou hoje (07-nov), com 20 votos a favor e apenas seis contrários, o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre a PEC da reforma tributária.

Em seguida, foram rejeitadas as cinco emendas de bancada destacadas para votação em separado. O texto agora segue para a votação em dois turnos no plenário.

“O relatório não é uma obra de arte perfeita, mas na democracia é a construção do possível, principalmente na correlação de forças da democracia”, resumiu Braga em suas considerações finais, pouco antes do início do processo de votação da matéria.

“Essa é a primeira reforma tributária que o Brasil constrói em um regime democrático, o que é muito difícil”, acrescentou o senador.

“Trava contra aumento de impostos”

Para o relator, a inclusão de uma trava no texto constitucional para impedir o aumento de tributos se mostrou mais eficaz do que a proposta de se fixar um teto para alíquota do novo Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), que substituirá cinco tributos de natureza diferentes que incidem hoje sobre o consumo.

“Arbitrar uma alíquota qualquer é uma ficção tributária ou um discurso político”, argumentou Braga, ao rejeitar a emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) que propunha uma alíquota máxima de 20% para o IVA dual.

O senador voltou a defender seu relatório. “Criamos uma trava sobre a carga tributária, que procura respeitar a independência federativa e cria a neutralidade, porque se não houver crescimento do PIB, não haverá possibilidade de aumento de alíquota e da carga tributária. Isso está escrito na Constituição a partir da aprovação do texto”.

Novas regras

Braga também defendeu o critério estabelecido por seu relatório para a distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FDR): 70% pelo critério do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e 30% com base na população de cada Estado.

“Buscamos um ponto de equilíbrio entre todas as regiões brasileiras. Fiz um exercício permanente e conversei com governadores de todas as regiões para chegarmos a essa proporção de 70 a 30. Foi a conta possível”, concluiu.

Leia também outras matérias

Vídeo – Mulheres brigam em supermercado, por causa da promoção de peru

Hugo Bronzere

“É uma vitória dos amazonenses”, comemora Eduardo Braga sobre decisão do STF em favor da Zona Franca de Manaus

Redação Zero Hora AM

Britney Spears no OnlyFans? Cantora está perto de entrar no site de conteúdo adulto

Hugo Bronzere
Carregando....