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4 de abril de 2025 | 12:03

UEA inicia atividades de Programa de Residência em Saúde Indígena

Em mais uma conquista histórica para a Saúde Indígena no Brasil, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Educação (MEC), iniciou as atividades do primeiro Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Indígena (PRMSI) do País.

O PRMSI enviou a proposta no primeiro semestre de 2024 e, em dezembro do mesmo ano, foi contemplado com um edital inédito para seis áreas da saúde.

Na fase de planejamento, o programa constatou a necessidade de capacitar e inserir especialistas na melhoria dos atendimentos e acompanhamentos médicos à população indígena e desenvolverá, durante 2 anos, atividades teóricas e práticas em unidades de saúde, comunidades e aldeias no Amazonas.

Local de atendimento

Entre esses locais, estão áreas de difícil acesso. As aulas acontecerão nas dependências da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), localizada na avenida Carvalho Leal, 1.777, Cachoeirinha.

O reitor da UEA, André Zogahib, ressaltou a conquista pioneira. “Todo o trabalho que será realizado durante a residência vai além das fronteiras das áreas contempladas. A Saúde Indígena sempre foi um tema importante para nossa universidade. E poder transmitir essas ações para comunidades que, talvez, nunca tenham recebido um programa como esse é, certamente, um motivo de comemoração.”

Residência Médica

O coordenador do programa, Altair Seabra de Farias, destacou a implementação como um marco para as residências multiprofissionais.

“É importante surgir da Amazônia essa primeira residência, porque é aqui que está concentrada a maioria da população indígena brasileira. Historicamente, o norte do Brasil sempre foi escasso de profissionais com qualificação para atuar em contexto intercultural”, disse o coordenador.

Entre os 10 profissionais nas áreas de Enfermagem, Psicologia, Nutrição, Odontologia, Serviço Social e Farmácia, estão três residentes indígenas.

“É um desafio muito grande para os profissionais, pois não temos essa experiência com a saúde indígena por ser uma realidade totalmente diferente. Com a residência, isso vai ser um aprendizado, uma preparação para lidar com esses obstáculos”, enfatizou a egressa de Odontologia Thaís Carvalho, da etnia Arapaso.

O PRSMI é realizado e apoiado por: Universidade do Estado do Amazonas, Distrito Sanitário Especial Indígena Manaus (Dsei), Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu/UEA), Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Secretária de Saúde Indígena (Sesai), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Secretaria de Estado da Saúde do (SES).

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