Os problemas encontrados nos hospitais e prontos-socorros do Amazonas, que sofrem com equipamentos quebrados, falta de médicos e remédios, além de profissionais com salários atrasados, foram criticados hoje (21-fev) pelo deputado estadual Wilker Barreto.
O parlamentar pontuou as deficiências constatadas durante uma série de inspeções feitas pelo próprio deputado nos principais hospitais de Manaus e criticou o governo do Amazonas em apresentar o “cenário tranquilo” da rede pública.
Em tom duro, Wilker contrapôs a Mensagem Governamental lida por Wilson Lima durante a abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, no último dia 1º de fevereiro.

O deputado classificou a mensagem como “fantasiosa” e uma falta de respeito com a população amazonense, que vivencia de perto o drama do caos na saúde.
“A saúde do Amazonas, mesmo sem a pandemia, continua em colapso e o governo nega a admitir isso, pelo contrário, faz uma mensagem governamental fantasiosa, um desrespeito ao cidadão”, criticou Wilker.
“Qualquer cidadão fica revoltado ao pegar a fala do Wilson Lima que apresenta um Estado de maravilhas que não existe”, retrucou Wilker.
O deputado criticou a omissão do governo e a falta de soluções para resolver os problemas dos hospitais referências no Estado.
“No Francisca Mendes, temos um hospital daquele tamanho, subutilizado, não pagando terceirizados, falta de materiais OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais”, destacou o deputado.
Já no João Lúcio, 28 de Agosto e Platão, temos filas intermináveis por causa da falta de tomógrafos e de ressonâncias magnéticas. É inadmissível ter vidas em risco por conta de negligência e omissão deste governo”, detalhou Barreto.
Por fim, Wilker lamentou a atitude da Casa Legislativa em não investigar os atos do Governo, e a demora na instalação da CPI da Asfixia.
“Esta Casa não pode silenciar-se em função do que foi a pandemia. Ninguém toca mais no assunto. Eu sou o único deputado que exibe cotidianamente providências para investigação do que foi e o que continua sendo o péssimo serviço no Amazonas”, finalizou.

Fiscalizando o caos
No Platão Araújo, Wilker Barreto constatou um verdadeiro caos. Desde a falta de usina de oxigênio, até mortes por ausência de cateterismo na unidade.
Na fiscalização ao João Lúcio, o deputado detectou corredores lotados com quase 40 pacientes em macas, 53 pedidos de remoção e medicamentos zerados.
No Hospital Francisca Mendes, o parlamentar ficou revoltado ao verificar que a unidade de saúde está abaixo de sua capacidade de funcionamento, enquanto pessoas estão morrendo.
As visitas foram resguardadas pelo parecer da Comissão de Saúde da Assembleia do Amazonas.
