Para evitar que uma praga agrícola atinja plantações de cacau e cupuaçu no Amazonas e Pará, o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), José Omena, e o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), Jamir Macedo, assinaram, em Belém, o termo de cooperação técnica para aumentar a fiscalização, educação sanitária e vigilância nos dois Estados.
A missão é impedir que a praga conhecida como monilíase que surgiu no Alto Solimões se espalhe pelo Amazonas e chegue ao Pará, um dos grandes produtores de cacau no Brasil.

A monilíase é uma praga quarentenária que ataca frutos de cacau e cupuaçu, podendo causar perda total da produção.
No ano passado, um foco da praga foi identificado no Alto Solimões. Atualmente, a Adaf, sob a coordenação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desenvolve ações de contenção e erradicação dos focos nos municípios de Tabatinga e Benjamin Constant, no Alto Solimões.
Tais ações contam com apoio das Forças Armadas, prefeituras municipais, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Fundação Nacional do Índio (Funai) e outras instituições.

Frutos contaminados
O termo de cooperação, que tem vigência de quatro anos, deve ser publicado nos diários oficiais do Pará e do Amazonas nos próximos dias.
O diretor-presidente da Adaf, José Omena, explica que, a partir do documento, Adaf e Adepará poderão, conjuntamente, intensificar a vigilância agropecuária em municípios próximos da fronteira entre os dois Estados, como Terra Santa e Juruti, no Pará; e Nhamundá e Parintins, no Amazonas.
O objetivo é impedir o trânsito de frutos hospedeiros oriundos do Amazonas para cidades do Estado vizinho.
