A deputada estadual e candidata à reeleição visitou a comunidade Céu Azul, no Km 32, e ouviu de perto as demandas, como a falta de regularização fundiária e saneamento
Estradas de barro e sem asfaltamento ainda são obstáculos para quem vive e produz na zona rural de Manaus. Na Comunidade Céu Azul, localizada no Km 32 da BR-174, a deputada estadual Brena Dianná (UB) visitou os moradores neste sábado (29-ago) e ouviu de perto das principais demandas de quem enfrenta essa realidade.
Ramais precários, ausência de saneamento básico, acesso limitado à água potável, fornecimento irregular de energia elétrica e escassez de transporte para acessar escolas e postos de saúde também fazem parte da rotina dos moradores, além da falta de regularização fundiária que impede acesso a crédito rural.
“Quando falta uma estrada boa, quando falta água potável, quando falta energia elétrica, não é apenas um problema de infraestrutura, é a vida das pessoas que é impactada. Quem trabalha, produz e sustenta sua família assim precisa ter condições dignas para viver e fazer a sua produção chegar a quem precisa, ter o mínimo, o direito de ir e vir, de ter o transporte escolar chegando aqui para levar os filhos para estudar, ir de estrada até o posto de saúde”, disse Brena.
Candidata à reeleição pelo número 44000, Brena Dianná assumiu o compromisso de trabalhar e legislar por mais investimentos em infraestrutura rural, especialmente na pavimentação e melhoria de ramais e vicinais.
A ideia é garantir melhores condições de mobilidade e logística para pequenos coletivos de agricultores escoarem sua produção com mais segurança, reduzir perdas e ampliar a geração de renda.
Protagonismo feminino e a produção de PANCs
Na Céu Azul, Brena também conheceu as mulheres agricultoras protagonistas da produção rural. Elas transformam quintais em espaços produtivos, diversificam cultivos e utilizam cadernetas agroecológicas para registrar colheitas e a comercialização, o que auxilia na geração de renda, na segurança alimentar e preservação da biodiversidade local.
Um dos exemplos exitosos é a produção de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), cultivadas pelas famílias em sistemas agroecológicos. Entre as espécies produzidas estão cariru, taioba, ora-pro-nóbis, azedinha, cubiu, ariá, mangarito e até a vitória-régia.
As mulheres participam de oficinas de beneficiamento e lideram iniciativas de comercialização, como a Cesta Ajuri e o Instituto Tera Kuno, contribuindo para a autonomia financeira das famílias e a preservação de conhecimentos tradicionais.
Como escoar a produção rural
Mesmo com todo esse potencial produtivo, as famílias ainda esbarram na dificuldade para transportar aquilo que é produzido. Durante o período de chuvas, os ramais ficam sem condições de tráfego, o que impacta também no acesso aos diversos serviços básicos, como saúde e educação.
Para Brena Dianná, investir nos ramais e vicinais significa também investir diretamente na economia das comunidades rurais, geração de renda e na qualidade de vida.
“Não adianta incentivar quem produz se não damos condições para que essa produção chegue ao mercado. Precisamos de infraestrutura e políticas públicas que fortaleçam a agricultura familiar, melhorem a logística e permitam que o agricultor transforme o seu trabalho em renda e qualidade de vida para a família”.
Água, energia e regularização fundiária
Além das dificuldades relacionadas aos ramais, os moradores apresentaram à deputada uma série de demandas básicas que afetam diretamente a qualidade de vida na comunidade.
Entre elas estão a falta de saneamento básico, o acesso limitado à água potável, a irregularidade no fornecimento de energia elétrica e a escassez de transporte público. A comunidade também enfrenta problemas relacionados à regularização fundiária, uma questão que interfere diretamente na segurança jurídica das famílias e pode dificultar o acesso a crédito rural e a políticas públicas de incentivo à produção.
