Redação Zh – O Boi Caprichoso deu início às apresentações do 59º Festival Folclórico de Parintins, na noite de sexta-feira (27), levando ao Bumbódromo o primeiro ato do espetáculo “Brinquedo que canta o seu chão”. Com o subtema “Parintins – o chão de origem”, o boi azul e branco prestou uma homenagem à história, à cultura e à memória da ilha, destacando a relação entre seu povo e a Amazônia.
A abertura, realizada às 20h30, foi marcada por um grande móbile suspenso que revelou dois dos principais itens da noite: o apresentador Edmundo Oran e o levantador de toadas Patryck Araújo, dando início a uma narrativa voltada para a valorização das raízes amazônicas.
No prólogo, Edmundo Oran conduziu o público por uma mensagem de resistência cultural, identidade e pertencimento. A encenação apresentou Parintins como um território de memória coletiva, ancestralidade e esperança, reforçando o compromisso do Caprichoso com a preservação da cultura popular.
Na sequência, Patryck Araújo interpretou toadas que marcaram diferentes fases da trajetória do boi, emocionando a galera azul e branca. Entre elas estavam “Chegada do Meu Boi” (2010), “Pode Avisar” (2023) e “É Hoje” (2026), que embalaram a evolução dos itens oficiais na arena.
Outro momento de destaque foi a entrada do Amo do Boi, Caetano Medeiros, que surgiu a partir da Figura Típica Regional “O Brincador de Boi-Bumbá de Parintins”, criada pelos artistas Pedro e Paulo Pimentel. A alegoria homenageou moradores dos bairros Francesa e Palmares, reconhecidos pela contribuição histórica à cultura do boi-bumbá.
Logo depois, o boi Caprichoso fez sua entrada conduzido pelo tripa Edson Azevedo Júnior, que exerce a função pelo segundo ano consecutivo. A evolução aconteceu ao som da toada “Malúú Dúdùú” (2024), dando continuidade ao desenvolvimento do primeiro ato.
Com o tema “Brinquedo que canta o seu chão”, o Caprichoso propõe, nesta edição do Festival, uma celebração da identidade amazônica por meio da música, da dança, das alegorias e da teatralidade. O primeiro ato estabeleceu a base narrativa do espetáculo ao destacar Parintins como um espaço de resistência, tradição e pertencimento, elementos que conduzirão a apresentação na disputa pelo título de 2026.
A estreia do boi azul e branco reafirmou uma das principais características do Festival de Parintins: transformar o Bumbódromo em um palco de valorização da cultura amazônica. Ao dedicar sua abertura às origens da ilha, o Caprichoso homenageou os brincantes, os bairros tradicionais e os personagens que ajudaram a construir a história do boi-bumbá, fortalecendo a identidade cultural que faz de Parintins uma das maiores referências do folclore brasileiro.
