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12 de maio de 2026 | 15:11

Com queda de 58% nas baixas de registro, Amazonas celebra avanço da contabilidade em sessão solene no Congresso

O Congresso Nacional realizou nesta segunda-feira (11) sessão solene em homenagem ao Dia do Profissional da Contabilidade, em reconhecimento à contribuição da classe contábil para a transparência, a segurança das instituições e o desenvolvimento econômico do país. A solenidade também celebrou os 80 anos do Sistema CFC/CRCs, que será comemorado no dia 27 de maio. A cerimônia reuniu parlamentares, representantes do Sistema CFC/CRCs, autoridades e profissionais da contabilidade de diversas regiões do Brasil.

O Amazonas marcou presença com expressiva delegação na solenidade. O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRCAM), André Caria, esteve presente à cerimônia, acompanhado pelos vice-presidentes Joseny Gusmão, Keyti Carvalho e Márcia Regina, além dos conselheiros federais Manoel Junior e Lucilene Viana. A participação da delegação amazonense reforça o compromisso do CRCAM com o fortalecimento da profissão contábil e sua representatividade em âmbito nacional.

André Caria destacou o significado de representar o Amazonas em uma celebração de tamanha relevância para a profissão e ressaltou o momento positivo vivido pela contabilidade no estado. “Estar aqui representando o Amazonas é motivo de muito orgulho. A nossa contabilidade está crescendo e os números comprovam isso. No Amazonas, registramos uma redução de 58% nos pedidos de baixa de registro profissional, o que demonstra que os contadores estão acreditando na profissão, estão permanecendo nela e novos profissionais estão chegando. As oportunidades estão sendo criadas e este é, sem dúvida, um excelente momento para investir na contabilidade”, afirmou.

Antes da solenidade, o presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim de Alencar Bezerra Filho, inaugurou a exposição institucional em homenagem ao Dia do Profissional da Contabilidade. O espaço reúne documentos, fotografias, publicações e registros históricos que retratam a evolução da profissão contábil e destaca a atuação dos profissionais da Contabilidade no fortalecimento da governança, da ética e da sustentabilidade econômica do país. A exposição “80 Anos da Regulamentação da Profissão Contábil no Brasil” vai até o dia 15 de maio.

Na abertura da mostra, o presidente do CFC, Joaquim Bezerra, destacou que a exposição está estrategicamente posicionada no Senado para contar a história da profissão e, ao mesmo tempo, mostrar a sua importância como uma base para o país. “Nós vamos ajudar o Brasil a restabelecer a confiança que os cidadãos e as cidadãs brasileiras precisam, a confiança que o mercado e que o governo precisam para poder fazer com que a justiça social do nosso país verdadeiramente aconteça”, ressaltou.

A sessão solene foi proposta pelos senadores Izalci Lucas (DF) e Laércio Oliveira (SE), além do deputado Júlio Cesar (PI), que ressaltaram, na propositura, a importância estratégica da profissão para o funcionamento das instituições públicas e privadas.

Durante a cerimônia, o senador Izalci Lucas destacou a promoção da transparência e confiabilidade das informações produzidas pela profissão contábil. “Em tempos de desinformação, improviso e superficialidade, a contabilidade continua exigindo exatamente o contrário, rigor, precisão e responsabilidade. O contador trabalha com fatos, e fatos têm consequências, por isso tenho convicção de que a contabilidade é uma das profissões que mais honram a essência da República, porque República significa coisa pública, e coisa pública pertence ao povo”, afirmou.

O senador Laércio Oliveira enalteceu a classe e falou sobre a importância dos profissionais da contabilidade no dia a dia do cidadão. “Não é possível você tocar a sua vida e as suas atividades sem ter um contador. E o contador é aquela pessoa que inspira, que confia, que a gente confia e que, na verdade, para arrumar as nossas contas, não dá para você dispensá-lo”, pontuou.

Em continuidade, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Daniel Coêlho, refletiu sobre os 80 Anos do Sistema CFC/CRCs e os 35 anos da Federação. O contador destacou que, integradas, as entidades contábeis “trabalham de forma complementar com propósito comum e visão do futuro, de valorizar o profissional da contabilidade, fortalecer as empresas e contribuir para um Brasil mais competitivo, transparente e próximo”.

Coêlho ainda disse que os profissionais da contabilidade estão presentes em todos os setores da economia e são estratégicos para o desenvolvimento do país. “Está presente desde a abertura de um pequeno negócio até as decisões estratégicas das maiores organizações do país. É quem traduz números em inteligência, quem transforma obrigações em segurança, quem orienta empreendedores, protege emprego e contribui diretamente para o crescimento da economia”, enumerou.

Representando o Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon), o presidente Sebastian Yoshizato Soares destacou o simbolismo de celebrar os 80 anos do Sistema CFC/CRCs no Senado Federal. O auditor contábil também citou a importância estratégica dos profissionais da contabilidade. “Estamos falando de uma profissão que, ao longo de décadas, ajudou a construir confiança, desenvolvimento econômico e segurança institucional para o país. A contabilidade acompanha a transformação das empresas, sustenta decisões, apoia políticas públicas e fortalece o mercado. Ela está presente onde há necessidade de transparência, responsabilidade e credibilidade”, analisou.

O presidente do Ibracon ainda observou a evolução da Contabilidade ao longo da história. “Ao olharmos para esses 80 anos de história do Conselho Federal de Contabilidade, enxergamos muito mais do que uma trajetória institucional. Enxergamos a consolidação de uma profissão que evolui e evoluiu junto com o Brasil.”

A presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon), embaixadora Internacional do CFC e presidente do Conselho na gestão 2007-2009, Maria Clara Bugarim, ressaltou a importância histórica da profissão para a sociedade brasileira e a credibilidade do CFC para o Brasil. “Somos uma entidade que rompeu a barreira do tempo com liderança e ordem, erguendo-se com a força necessária para ser referência não apenas perante as profissões regulamentadas, mas diante de toda a sociedade brasileira”, frisou.

A contadora também narrou as adaptações da entidade aos movimentos do mercado e da economia. “Enfrentamos a complexidade das transformações legislativas, lideramos a convergência das normas brasileiras ao padrão internacional. Abraçamos a evolução tecnológica, transformando o guarda-livros de outrora no parceiro estratégico indispensável para a gestão das nações e das corporações.”

O presidente do Conselho Curador da Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC) e presidente do CFC nas gestões 2004-2005 e 2015-2017, José Martonio Alves Coelho, disse que celebrar os 80 anos do Sistema significa “reconhecer a importância dos profissionais da contabilidade que atuam diariamente com competência, dedicação e espírito público”. O profissional também enalteceu a atuação do CFC e a sua essencialidade para a nação. “O Conselho Federal tornou-se símbolo de credibilidade, responsabilidade e confiança, tendo como premissa a proteção à sociedade”, concluiu.

O presidente do CFC, Joaquim Bezerra, destacou que a contabilidade brasileira é uma profissão madura pela trajetória que já percorreu. O contador também ressaltou a relevância estratégica da profissão para a geração de empregos, o apoio a empresas de todos os portes e o desenvolvimento de políticas públicas. Bezerra ainda analisou que a contabilidade tem um “chamado” importante para atuar na transformação social do país. “Como nós podemos fazer com que estas instituições, que são constituídas por homens e mulheres, possam aplicar verdadeiramente a ética, a conformidade e a confiança para que uma nação viva em paz com o ecossistema”, afirmou.

O contador falou que a criação da profissão está relacionada à necessidade de o país cuidar de aspectos como ética, transparência e integridade para poder evoluir de forma sustentável. “Foi, sobretudo, um reconhecimento de que nenhuma economia cresce, de forma sustentável, sem controle, sem integridade, sem responsabilidade técnica e sem segurança da informação. Foi isso que nos levou a emergirmos, a surgirmos. Portanto, é para isso que existimos”, concluiu.

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