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27 de novembro de 2022 | 12:19

Covid: cientistas descobrem variante na África que pode “driblar” vacinas

Cientistas descobriram na África uma nova variante do coronavírus que pode ser resistente às vacinas aplicadas em todo os continentes. Por enquanto, a cepa está sendo indicada pela sigla B.1.1.529 e já tem dez casos confirmados em três países – Botsuana, África do Sul e Hong Kong.

Os primeiros casos da variante foram descobertos em Botsuana em 11 de novembro. Três dias depois, novos casos de pacientes infectados pela cepa foram identificados na África do Sul e, em seguida, um paciente que havia viajado à África testou positivo em Hong Kong.

De acordo com os sequenciamentos genéticos realizados, a nova variante tem 32 mutações na proteína spike, parte do coronavírus que faz a ligação com as células para iniciar o ataque ao corpo humano.

Vigilância epidemiológica

Os cientistas acreditam que as mutações podem tornar o vírus potencialmente mais agressivo. “A quantidade incrivelmente alta de mutações na superfície sugere que a variante pode ser uma preocupação real”, afirmou o virologista Tom Peacock, do Imperial College London.

O especialista recomenda que o comportamento da variante seja monitorado, o que significa intensificar a vigilância epidemiológica para impedir a disseminação da cepa.

Fuga de anticorpos

O professor de microbiologia da Universidade de Cambridge, Ravi Gupta, afirmou que identificou duas mutações da nova cepa que podem possibilitar o escape da proteção oferecida pelas vacinas. “Parece certamente uma preocupação significativa”, afirmou ao jornal The Guardian.

No entanto, ele garante que uma propriedade-chave dos vírus é sua capacidade de transmissão, isso foi determinante no caso da variante Delta. No caso da B.1.1.529 , ainda não informações suficientes sobre o assunto.

 

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