15 de janeiro de 2026 | 18:34

David Almeida abre ano letivo de 2026 na zona ribeirinha e reafirma a educação como instrumento de transformação na Amazônia

Às margens do rio Negro, na comunidade Julião, o prefeito de Manaus, David Almeida, declarou oficialmente aberto, hoje (15-jan) de manhã, o ano letivo de 2026 das escolas da zona rural ribeirinha da capital.

A solenidade foi realizada na escola municipal Canaã 2 e marcou o início das aulas para 2.519 estudantes matriculados em 48 unidades de ensino distribuídas entre os rios Negro e Amazonas.

Ao declarar aberto o ano letivo, o prefeito destacou que oferecer educação de qualidade na Amazônia exige respeito à realidade geográfica, planejamento e presença permanente do poder público nas comunidades mais distantes.

“O ciclo das águas nos faz começar as aulas de forma antecipada na zona ribeirinha de Manaus. Estamos aqui na região do rio Negro, na comunidade Julião, e a realidade é totalmente diferente da zona urbana. As nossas estradas são os nossos rios”, afirmou David Almeida.

“Barco escolar busca os alunos nas comunidades”

Segundo o prefeito, o acesso à escola depende de logística fluvial e de uma atuação direta do município. “Os alunos pegam barco. A prefeitura vai buscar esses alunos de barco, de bote, para trazê-los até a escola e garantir educação de qualidade”, disse.

David Almeida ressaltou que os investimentos estruturais mudaram a realidade da educação rural. “Aqui nós temos internet via satélite, Centro de Tecnologia Educacional, quadra poliesportiva, refeitório, todas as salas novas com ar-condicionado e mobiliário novo”, destacou.

O prefeito explicou que essas ações foram decisivas para reverter o êxodo escolar na zona rural. “Isso fez com que a zona rural de Manaus, que sofria um êxodo pela falta da presença do poder público, mudasse de realidade. Em 2021, nós tínhamos 9 mil alunos na zona rural. Hoje, estamos com 13.500 alunos”, afirmou.

Índices de qualidade escolar

Segundo ele, os avanços educacionais são resultado direto de investimentos consistentes. “Melhoramos os índices educacionais porque melhoramos as nossas instalações, a estrutura física das escolas, a merenda escolar, o transporte escolar, o material pedagógico e implantamos centros de tecnologia e internet nas escolas rurais”, disse.

“Com isso, melhoramos os nossos índices e chegamos ao 5º lugar da educação no Brasil entre todas as capitais”, completou.

Na sequência, o secretário municipal de Educação, Júnior Mar, destacou que a antecipação do calendário escolar é uma decisão pedagógica alinhada à identidade amazônica.

“As aulas na zona rural ribeirinha começam antes da zona urbana porque quem comanda o calendário aqui é o rio. Isso é respeito à identidade amazônica. Pela primeira vez na história, unificamos os calendários do rio Negro e do rio Amazonas, garantindo continuidade no aprendizado”, afirmou.

O secretário também ressaltou o tema pedagógico de 2026. “O tema deste ano é simples, direto e profundo: escola que acolhe, educa e transforma. A escola acolhe, educa com planejamento e transforma vidas”, disse.

Escola climatizada

Na agenda, o prefeito também realizou a reinauguração da escola municipal Canaã 2. O diretor da unidade, Carlos Rocha, destacou a transformação vivida pela comunidade escolar.

“A escola recebeu um investimento muito significativo. Algumas crianças daqui nunca haviam entrado em um ambiente climatizado, e agora estão extremamente contentes com todas essas mudanças”, afirmou.

Moradora da comunidade Julião, Edna Barbosa, mãe de duas alunas, também falou sobre o impacto da obra. “Quando cheguei aqui, a escola era muito diferente. Hoje está completamente transformada. Com as salas climatizadas, o aprendizado vai melhorar muito”, disse.

Manaus prioriza a Educação, diz prefeito

Ao encerrar a solenidade, David Almeida reforçou que a educação seguirá como prioridade da gestão municipal. “O que nós estamos fazendo aqui é garantir dignidade e oportunidade. Já fizemos muito, mas sabemos que ainda é preciso avançar”, concluiu.

Abrir o ano letivo no coração da Amazônia é mais do que um ato administrativo. É a demonstração de que educação pública de qualidade só é completa quando chega a todos, inclusive onde o caminho até a escola começa pelo rio.

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