A candidata a vice-governadora do Amazonas pelo Avante, na chapa de David Almeida, Dra. Shádia, relembrou nesta sexta-feira (04-set), a experiência que a levou a ser a primeira mulher a comandar a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) e afirmou que sua trajetória na gestão pública foi construída a partir da capacidade técnica e dos resultados.
A declaração foi feita em entrevista ao programa Manhã no Ar, da TV A Crítica, que encerrou a rodada de entrevistas com candidatos a vice-governador.
Na entrevista, Dra. Shádia destacou que a experiência à frente da Semsa foi também uma demonstração da confiança depositada por David Almeida em seu conhecimento técnico.
Primeira mulher secretária de Saúde de Manaus

Para ela, o fato de ter sido escolhida para comandar uma das maiores estruturas da administração municipal diz muito sobre a forma como o ex-prefeito de Manaus conduz a gestão.
“Eu fui a primeira mulher secretária de Saúde de Manaus. Há quantos anos existe a Secretaria de Saúde? Eu passo pela galeria de fotos e até me assusto, porque, desde que a secretaria foi criada, eu fui a primeira mulher. E isso ter sido uma escolha do David, baseada no critério técnico, diz muito sobre ele”, afirmou.
Segundo a candidata, a escolha não deve ser compreendida apenas pela perspectiva de gênero.
Na avaliação dela, mulheres que chegam a posições de comando precisam ser reconhecidas também pela formação, experiência e capacidade de executar.
“A mulher não precisa ocupar um espaço vazio”

Questionada sobre as políticas que pretende defender para as mulheres para além da saúde, Dra. Shádia afirmou que a presença feminina na política precisa estar associada à capacidade de participar efetivamente das decisões.
Ela citou a própria trajetória como exemplo e disse que não chegou à Semsa apenas para preencher uma representação feminina.
“O nosso lugar, independentemente de gênero, não é ocupado apenas por uma posição. Estamos ali porque temos conhecimento, conhecimento técnico e competência para isso. Podemos mostrar o que sabemos e realizar muitas coisas”, declarou.
Segundo a médica, a escolha de David Almeida por uma mulher com base em critérios técnicos foi fundamental para garantir autonomia e bons resultados na Semsa, especialmente durante a pandemia de Covid-19.
A decisão de entrar na política

A entrada na disputa eleitoral, segundo ela, foi uma decisão construída dentro do grupo político do qual faz parte. Inicialmente, a possibilidade era disputar uma vaga na Câmara Federal, justamente para atuar na busca por recursos e projetos para a saúde do Amazonas.
“Quando você assume um cargo de gestão, uma pasta como essa, eu demorei muito para entender que o cargo de secretário também é um cargo político. Você define o orçamento, define os caminhos e define a política”, explicou.
A candidata afirmou que a experiência em Brasília também pesou nessa decisão, principalmente diante das dificuldades para viabilizar recursos para projetos considerados prioritários na área da saúde.
Na ocasião, citou como exemplo a necessidade de investimentos que vão além da compra de equipamentos e defendeu políticas de longo prazo para enfrentar problemas como a falta de médicos no interior.
“Nós temos que ter políticas públicas de fixação de médico no interior, porque isso é um grande gargalo para os prefeitos”, afirmou.

A experiência que moldou a parceria com David
Ao avaliar sua atuação na Prefeitura de Manaus, Dra. Shádia atribuiu parte dos resultados à forma como a gestão dividiu responsabilidades.
Para ela, David Almeida atuava na articulação política enquanto a equipe técnica tinha liberdade para conduzir as decisões da área.
