O que era esperado como uma demonstração de força política acabou marcado por cadeiras vazias e pouca participação popular. O evento liderado pelo senador e pré-candidato ao governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), realizado na noite de sexta-feira (27-mar), no bairro Morro da Liberdade, Zona Sul de Manaus, teve público abaixo do esperado.
A reunião aconteceu na sede da escola de samba Reino Unido da Liberdade e teve como principal objetivo oficializar a filiação do ex-superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, ao Partido Social Democrático (PSD).
Expectativa frustrada entre aliados
Mesmo com estrutura montada previamente e divulgação antecipada, o ato político não conseguiu reunir a quantidade de pessoas esperada. A baixa adesão surpreendeu aliados, que apostavam em uma forte mobilização popular em um momento considerado estratégico para o início das articulações eleitorais.
Nos bastidores, o esvaziamento foi interpretado como um possível sinal de dificuldade de engajamento político. A ausência de um público expressivo comprometeu a tentativa de demonstrar força em uma área tradicionalmente importante no cenário eleitoral da capital amazonense.
Filiação de Bosco Saraiva marca ato político
Durante o encontro, Bosco Saraiva oficializou sua filiação ao PSD, partido pelo qual deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nas próximas eleições.
A movimentação fazia parte da estratégia de fortalecimento da legenda para o próximo pleito. No entanto, o ato acabou sendo ofuscado pelo baixo comparecimento do público, reduzindo o impacto político esperado.
Desgaste político entra no radar
A baixa participação reacendeu debates sobre o atual momento político de Omar Aziz. A dificuldade em mobilizar apoiadores em um evento público levanta questionamentos sobre a força de sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas.
Analistas e críticos avaliam que o episódio pode refletir um desgaste político acumulado ao longo dos anos, além de uma possível desconexão com parte do eleitorado. O cenário também evidencia os desafios enfrentados por lideranças tradicionais em um ambiente político cada vez mais competitivo e fragmentado.
