Redação Zh – O cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri, um dos maiores nomes da música romântica da Itália, morreu na manhã deste sábado (11-jul), aos 86 anos, na ilha de Capri, onde nasceu e viveu durante grande parte da vida. A informação foi confirmada pela família, que marcou o funeral para este domingo (12-jul), na antiga Catedral de Santo Stefano, localizada na tradicional Piazzetta de Capri.
A causa da morte não foi divulgada. Nos últimos anos, o artista enfrentava problemas de saúde e havia se afastado dos palcos. A notícia provocou uma onda de homenagens na Itália, no Brasil e em diversos países onde suas canções marcaram gerações.
O anúncio oficial foi publicado nas redes sociais do cantor com uma fotografia em preto e branco acompanhada da simples mensagem: “Ciao, Peppino”. A família pediu respeito à privacidade neste momento de luto.
Nascido Giuseppe Faiella, em 27 de julho de 1939, Peppino demonstrou talento para a música ainda na infância. Aos quatro anos já tocava piano e, durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a se apresentar para soldados aliados estacionados na ilha de Capri.
Na juventude, formou o grupo Capri Boys, inspirado pelo rock americano. Pouco tempo depois, iniciou a carreira que o transformaria em um dos artistas mais populares da Itália, reunindo influências do rock, da música napolitana e da tradicional canção romântica italiana.
Seu primeiro grande sucesso internacional veio no início dos anos 1960 com a versão italiana de “Let’s Twist Again”, que vendeu cerca de um milhão de cópias e abriu caminho para apresentações em diversos países, incluindo Alemanha e Estados Unidos.
Ao longo da carreira, Peppino di Capri participou de 15 edições do tradicional Festival de Sanremo, conquistando duas vitórias: em 1973, com “Un Grande Amore e Niente Più”, e em 1976, com “Non lo Faccio Più”. Também venceu o Festival da Canção Napolitana em 1970 e representou a Itália no Festival Eurovisão da Canção de 1991.
Entre seus maiores clássicos estão “Champagne”, “Roberta”, “Nun È Peccato”, “Malatia”, “Comme è Ddoce ‘o Mare” e “Un Grande Amore e Niente Più”. A música “Champagne”, lançada em 1973, tornou-se um dos maiores símbolos da música italiana, conquistando espaço em casamentos, bares, festas e trilhas sonoras em diversos países, especialmente no Brasil.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, o artista vendeu aproximadamente 35 milhões de discos e gravou cerca de 500 músicas, consolidando-se como uma das maiores referências da música popular italiana.
Peppino também manteve uma forte ligação com o público brasileiro, realizando diversas apresentações no país e vendo suas canções integrarem novelas, programas de televisão e o repertório de artistas nacionais.
Em 2023, recebeu o Prêmio de Carreira no Festival de Sanremo, sendo homenageado por sua contribuição à música italiana. Sua última aparição pública ocorreu em maio de 2026, durante a comemoração dos 90 anos de sua irmã, quando, mesmo debilitado, emocionou familiares e fãs ao interpretar mais uma vez o clássico “Champagne”.
A morte de Peppino di Capri encerra a trajetória de um artista que ajudou a modernizar a música italiana sem abandonar suas raízes. Seu legado permanece vivo por meio de uma obra que atravessou gerações e continua emocionando milhões de admiradores ao redor do mundo.
