A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jumping, em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou novos desdobramentos. Seis pessoas foram presas no âmbito das investigações sobre o acidente, conforme confirmou oficialmente a Prefeitura de Limeira, que acompanha o caso em conjunto com as autoridades policiais.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O acidente ocorreu na Ponte do Esqueleto, conhecida por ser utilizada para a prática de esportes radicais. Maria Eduarda participava da atividade quando caiu de uma altura aproximada de 40 metros, morrendo no local.
Vídeo mostra momentos antes da queda
Imagens que circulam nas redes sociais registram os instantes que antecederam o acidente e passaram a integrar a investigação.
Nas gravações, a corda de segurança aparenta não estar corretamente presa ao corpo da jovem no momento em que ela é lançada da ponte. A perícia irá analisar o material para esclarecer a dinâmica da queda e verificar se houve falhas nos procedimentos de segurança adotados durante a atividade.
Além das imagens, testemunhas e os envolvidos também serão ouvidos para auxiliar na apuração.
Empresas ligadas ao evento são alvo da investigação
Os instrutores que aparecem nos vídeos utilizavam camisetas com as marcas Entre Cordas e Ih Voei, empresas que promoviam e divulgavam saltos de rope jumping por meio das redes sociais.
Segundo informações divulgadas, uma das empresas cobrava cerca de R$ 130 por salto no fim de 2025. Até o momento, nenhuma das empresas se pronunciou oficialmente sobre o acidente ou respondeu aos questionamentos da imprensa.
Prefeitura anuncia ação judicial
Além da investigação criminal, o caso também gerou um impasse sobre a responsabilidade pela fiscalização da área onde ocorreu o acidente.
A Prefeitura de Limeira informou que ingressará com uma ação judicial contra o governo federal, alegando omissão quanto à fiscalização e ao controle de acesso da Ponte do Esqueleto. Segundo a administração municipal, a responsabilidade pela manutenção e supervisão do local seria da União.
Município diz que alertou sobre riscos
Em nota oficial, a prefeitura afirmou que, desde o início de 2025, encaminhou diversos ofícios aos órgãos federais competentes alertando para a necessidade de melhorias e reforço na segurança da ponte.
De acordo com a gestão municipal, os riscos existentes no local já haviam sido comunicados antes do acidente que vitimou Maria Eduarda.
Investigações continuam
As autoridades seguem reunindo provas para esclarecer as circunstâncias da morte da jovem e identificar possíveis responsabilidades civis e criminais. A prisão de seis pessoas integra as primeiras medidas adotadas durante a investigação.
Os próximos passos incluem a análise de laudos periciais, imagens, documentos e depoimentos que poderão esclarecer se houve negligência, falhas operacionais ou descumprimento das normas de segurança durante a realização do salto.
