15 de maio de 2026 | 21:51

Nova ameação ao modelo ZFM: Fiesp entra na Justiça contra vantagens da Zona Franca de Manaus e acende alerta no Amazonas

Redação Zh –  A disputa em torno da Reforma Tributária ganhou um novo capítulo após a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acionar a Justiça contra trechos da Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta mecanismos de preservação da competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM). A medida provocou reação imediata da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que mobilizou a Advocacia-Geral da União (AGU) para defender o modelo econômico amazonense.

A ação judicial apresentada pela entidade paulista questiona os dispositivos criados para garantir a manutenção das vantagens competitivas da Zona Franca dentro das novas regras da Reforma Tributária. Segundo a Fiesp, os incentivos previstos na legislação criam desequilíbrio concorrencial e favorecem excessivamente as indústrias instaladas na Região Norte em relação ao setor produtivo do Sudeste.

Em resposta, a Suframa informou que já atua em conjunto com a AGU oferecendo suporte técnico e jurídico para sustentar a constitucionalidade das medidas que protegem o modelo da Zona Franca.

“A Zona Franca foi expressamente preservada pela Constituição Federal e reafirmada no contexto da Reforma Tributária”, destacou a autarquia em nota oficial.

A controvérsia gira em torno da Lei Complementar nº 214/2025, aprovada para regulamentar pontos centrais da Reforma Tributária. Enquanto representantes da indústria paulista argumentam que os benefícios comprometem a concorrência nacional, defensores da Zona Franca afirmam que os incentivos são essenciais para compensar dificuldades históricas enfrentadas pela Amazônia, como isolamento geográfico, altos custos logísticos e distância dos principais centros consumidores do país.

Setores ligados ao Polo Industrial de Manaus avaliam que uma eventual derrubada dos mecanismos de proteção pode provocar forte impacto econômico no Amazonas. O modelo concentra milhares de empregos diretos e indiretos e é apontado como uma das principais ferramentas de preservação ambiental da floresta amazônica, ao estimular a geração de renda legal e reduzir pressões ligadas ao desmatamento e atividades ilegais.

Na manifestação oficial, a Suframa reiterou confiança na segurança jurídica da Zona Franca e reafirmou o compromisso do modelo com o desenvolvimento sustentável da Amazônia, integração regional e geração de empregos.

“Confiamos na solidez do marco jurídico-constitucional que ampara o modelo. A Zona Franca foi expressamente preservada pela Constituição e reafirmada na Reforma Tributária”, reforçou a autarquia.

Fotos: Reprodução

Leia também outras matérias

Presidente Roberto Cidade anuncia início das inscrições para concurso público da Aleam em 10 de setembro

Redação Zero Hora AM

Rita Lee, rainha do rock brasileiro, morre em SP aos 75 anos

Redação Zero Hora AM

Águas de Manaus desiste do aumento de 24,5% nas contas dos consumidores

Redação Zero Hora AM
Carregando....