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Piloto esfaqueado durante voo para Israel é identificado; avião faz pouso de emergência na Arábia Saudita

Redação Zh – O piloto indiano Smit Machchhar, capitão da Flydubai, foi identificado como o comandante que foi esfaqueado durante um voo entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Tel Aviv, em Israel, na quarta-feira (30-set). O episódio provocou uma situação de emergência a bordo e obrigou a aeronave a ser desviada para a Arábia Saudita.

Machchhar foi atacado por outro piloto dentro da cabine de comando do voo FZ1073. Mesmo ferido, ele teria conseguido reagir e abrir a porta da cabine, permitindo que integrantes da tripulação e um passageiro interviessem.

O avião, que transportava pelo menos 150 pessoas, pousou no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. Segundo a embaixada da Índia em Riad, o capitão foi levado para um hospital e permanece em condição estável.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o comandante como um “verdadeiro herói” e afirmou que sua atuação evitou uma tragédia maior. Segundo Netanyahu, Machchhar teria contribuído para salvar a vida de 174 pessoas.

Ainda não há uma explicação definitiva para o ataque. Nesta quinta-feira (1º), Netanyahu afirmou que é cedo para determinar a motivação do piloto que teria esfaqueado o colega e tentado assumir o controle da aeronave. Também não está esclarecido se houve qualquer envolvimento do Irã no episódio.

Capitão tem mais de 9,7 mil horas de voo

Natural de Mumbai, na Índia, Machchhar iniciou sua carreira na companhia aérea SpiceJet em 2011, antes de se mudar para Dubai. Ele ingressou na Flydubai em 2022 e já acumulava ampla experiência profissional.

De acordo com informações de seu perfil no LinkedIn, o capitão possui mais de 9.750 horas de voo, sendo mais de 6.400 delas como piloto em comando.

Em entrevista concedida no ano passado ao podcast Bona-Fide Banter, Machchhar contou que a aviação não fazia parte de seus planos durante a infância. Aos 19 anos, estudava gestão e pretendia trabalhar nos negócios da família, mas acabou se interessando pela área após participar de um seminário sobre aviação.

Durante a entrevista, também falou sobre a importância de manter o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e relatou experiências enfrentadas durante sua carreira.

O que aconteceu durante o voo

O voo FZ1073 partiu do Aeroporto Internacional de Dubai às 7h05 no horário local, com destino ao Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

Cerca de duas horas e meia depois da decolagem, dados de rastreamento indicaram uma rápida descida da aeronave sobre a Arábia Saudita. O avião chegou a perder mais de 5 mil metros de altitude em menos de dois minutos.

Na sequência, a aeronave transmitiu o código 7700, utilizado para indicar uma emergência. Posteriormente, passou a utilizar o código 7500, associado a uma situação de interferência ilícita ou sequestro.

O avião chegou a entrar brevemente no espaço aéreo da Jordânia, mas retornou à Arábia Saudita. Durante o episódio, relatos apontaram que uma briga havia ocorrido entre os dois pilotos.

Posteriormente, Netanyahu confirmou que um dos pilotos teria esfaqueado o outro e aparentemente tentado assumir o controle da aeronave.

Um passageiro teria relatado que o avião entrou em uma descida acentuada antes que ele e um integrante da tripulação conseguissem entrar na cabine e dominar o agressor.

A aeronave acabou sendo desviada para Tabuk, onde pousou às 9h58, segundo dados de localização.

Piloto recebe homenagens

Após a divulgação da identidade de Machchhar, autoridades indianas e israelenses passaram a elogiar sua atuação durante a emergência.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou que o comandante demonstrou “imensa coragem” e determinação para proteger os passageiros, enquanto o ministro das Relações Exteriores indiano, S. Jaishankar, destacou a presença de espírito do piloto mesmo diante dos ferimentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou o episódio e afirmou que Machchhar demonstrou coragem ao conseguir abrir a porta da cabine durante o ataque.

A antiga companhia do piloto, a SpiceJet, também publicou uma homenagem, classificando Machchhar como um herói que teria ajudado a preservar inúmeras vidas.

As circunstâncias do ataque e a motivação do piloto responsável pela agressão ainda estão sendo investigadas.

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