Conhecimento, curiosidade e conexão com a natureza marcaram a programação especial de observação de aves promovida pelo projeto “Vem Passarinhar Manaus” (VPM), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na manhã de sábado (9-mai), em duas importantes áreas de biodiversidade da capital amazonense.
A atividade integrou o Global Big Day, maior evento internacional de observação de aves do mundo e também marcou as celebrações do Dia Mundial das Aves Migratórias.
Os locais escolhidos para receber o público foram o Instituto Soka da Amazônia e o Museu da Amazônia (Musa), parceiros do projeto.

As chamadas “passarinhadas” consistem em caminhadas guiadas para observação de aves em seu habitat natural, promovendo educação ambiental, sensibilização ecológica e incentivo à ciência cidadã, por meio do registro das espécies em plataformas digitais.
Mais do que observar aves, a experiência aproxima os participantes da biodiversidade presente na capital amazonense e fortalece o olhar para a conservação ambiental.
Durante toda a programação, o público foi orientado e acompanhado pelos integrantes do projeto VPM, que participa do Global Big Day desde 2022.

A iniciativa contribui para a geração de dados sobre a avifauna amazônica e fortalece o engajamento da sociedade com a preservação ambiental.
Para a coordenadora do projeto, Prof.ª Dra. Katell Uguen, a atividade vai além da observação das espécies ao longo de 24 horas.
O momento também representa uma oportunidade de acolher as pessoas e incentivar a população a conhecer a biodiversidade existente na cidade.
“O projeto ‘Vem passarinhar Manaus’ tem essa vertente de educação ambiental, de sensibilizar, abrir para as pessoas conhecerem mais a biodiversidade que a gente tem aqui”, disse.

Ainda durante a sua fala, a coordenadora destacou que existe uma troca de conhecimento enriquecedora entre os participantes, fortalecendo a construção coletiva do aprendizado ambiental.
Emilyn Barbosa, de 31 anos, esteve presente pela segunda vez na atividade promovida pelo projeto.
O interesse pela observação de aves se tornou tão significativo que passou a fazer parte da sua rotina pelos bairros de Manaus, onde realiza registros das espécies nativas.

Segundo ela, a UEA vem ampliando o acesso ao conhecimento e à educação ambiental por meio do VPM, além de proporcionar oportunidades para que pessoas externas ao projeto possam participar das atividades.
“É sempre fantástico e incrível estar vendo as pessoas com a mesma paixão. Eu acho que essa é uma oportunidade única que as pessoas deviam cada vez mais valorizar, principalmente em questão da observação de pássaros”, reforçou Emilyn.
