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6 de dezembro de 2022 | 20:55

Dep. Dermilson cobra do governo do AM investigação das obras da estrada Anori-Codajás

O deputado Dermilson Chagas (Republicanos) cobrou, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a promessa que o governador Wilson Lima (União Brasil) fez de abrir investigação sobre as irregularidades no pagamento de mais de R$ 63 milhões que foi feito às empresas contratadas para realizar a pavimentação da estrada de Anori-Codajás e de finalmente concluir a obra, que iniciou em 2013.

Segundo o deputado Dermilson Chagas, o governador fez um ato político no dia 25 de junho de 2021, quando em visita a Codajás afirmou que iria cobrar do seu secretário de Infraestrutura, José Carlos Henrique, e dos órgãos de controle (Tribunal de Contas do Amazonas – TCE-AM, Ministério Público do Amazonas – MPE-AM e Polícia Civil do Amazonas – PC-AM) respostas sobre as irregularidades da obra, que, apesar de já ter sido paga, continua parada.

“Ele prometeu fazer a obra da estrada Anori-Codajás e, inclusive, fazer a investigação sobre o pagamento realizado às empresas. Com isso, venho aqui fazer um apelo ao povo dos dois municípios. Peço que cobrem o que ele prometeu, para poder passar a limpo os problemas referentes às obras dessa estrada, porque roubaram a esperança do povo desses dois municípios, porque até hoje a população de lá vive com o pé na lama. Isso é extremamente injusto”, disse, indignado, o deputado Dermilson Chagas.

O deputado Dermilson Chagas disse que a população de Anori e Codajás terá a oportunidade de cobrar as promessas que o governador fez no próximo dia 28 (quinta-feira) de maio, quando Wilson Lima irá visitar novamente a região. Por essa razão, o parlamentar convocou a população de Anori e de Codajás a cobrar o que foi prometido.

“Não é justo o governador chegar lá com mais um ato de bravata sua e fazer um ‘oba-oba’, dizer que vai fazer, mas depois vira as costas e não faz nada. Então, eu espero que no dia 28 ele tenha postura de homem, cumpra com a palavra que ele deu em Codajás, exigindo e responsabilizando aquelas pessoas que roubaram a esperança do povo”, ressaltou o deputado Dermilson Chagas.

Denúncia na tribuna

O deputado estadual Dermilson Chagas já denunciou, por diversas vezes, na tribuna da Aleam, o estado de abandono da estrada Anori-Codajás, cuja obra de pavimentação iniciou no ano de 2013 e não foi concluída até hoje. O contrato inicial da obra estava orçado em R$ 55,5 milhões, mas, posteriormente, subiu para R$ 74 milhões.

Desse valor, o Governo do Estado já pagou, segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), um total de R$ 63,1 milhões. O parlamentar destacou que o contrato da obra (nº 035/2013) determinava um prazo de 630 dias para a conclusão dos serviços.

O deputado Dermilson Chagas esteve no local no ano passado e neste ano, e percorreu alguns trechos da estrada, constatando que a obra continua paralisada e que se transformou em um atoleiro de 48 quilômetros, que é o total da extensão contratada para a realização do serviço.

“As empresas receberam o pagamento, mas não realizaram o serviço, por isso encaminhei questionamentos ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado para saber o que foi feito com o recurso e o que o Estado deixou de fazer para punir essas empresas que ganharam a licitação para fazer essa obra”, disse o deputado Dermilson Chagas.

O parlamentar disse que o abandono da obra prejudicou a população dos dois municípios de várias formas, principalmente os agricultores, que dependem dessa estrada para escoar a sua produção e para poder circular livremente entre os dois municípios.

“Roubaram a esperança de milhares de produtores, que poderiam ter uma produção melhor, que poderiam ter tido elevação da sua qualidade de vida, além de ter o seu direito de ir e vir assegurado, mas que, infelizmente, ficou somente no sonho”, comentou o deputado Dermilson Chagas.

Recursos públicos desperdiçados

Em 2013, o valor inicial para a realização da pavimentação da estrada Anori-Codajás era de R$ 55.515.898,24. Em 2018, a obra recebeu aditivo de R$ 13,7 milhões, passando para R$ 69.281.641,71. Em agosto de 2018, de acordo com um relatório de contrato de obras da Seinfra, o Governo do Amazonas já pagou R$ 63.151.954,77 para a empresa responsável pela obra, a Império Construções e Serviços Ltda.

 

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