Redação Zh- O transporte coletivo de Manaus pode enfrentar uma nova crise a partir da próxima sexta-feira (22-mai). O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) confirmou a possibilidade de greve geral após mais uma rodada de negociações frustrada com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), realizada nesta quarta-feira (20-mai).
A categoria cobra reajuste salarial de 12%, mas as empresas ofereceram apenas 4,11%, proposta que foi rejeitada imediatamente pelos rodoviários.
Categoria ameaça paralisação por tempo indeterminado
Após o impasse, o presidente do STTRM, Givancir Oliveira, afirmou que a decisão aprovada em assembleia será mantida caso não haja avanço nas negociações até sexta-feira.
Segundo ele, os trabalhadores consideram a proposta das empresas insuficiente diante das perdas acumuladas e da sobrecarga enfrentada pelos profissionais do sistema.
“O Sinetram apresentou uma proposta imoral de apenas 4% de reajuste e mais R$ 30 para motoristas que acumulam a função de cobrador. Isso não atende a categoria”, declarou o sindicalista.
Givancir afirmou ainda que, sem acordo, a greve será iniciada por tempo indeterminado.
Frota pode operar com apenas 50% dos ônibus
Mesmo diante da ameaça de paralisação, o sindicato informou que pretende manter parte da frota circulando para reduzir os impactos à população.
De acordo com o STTRM, a intenção é operar com 50% dos ônibus, ou conforme percentual que venha a ser definido pela Justiça do Amazonas.
A eventual redução da frota preocupa passageiros que dependem diariamente do transporte público em Manaus, principalmente trabalhadores e estudantes que utilizam os ônibus em todas as zonas da capital.
Impasse continua nas negociações
Durante a reunião desta quarta-feira, empresários e rodoviários não chegaram a um consenso sobre pontos considerados fundamentais da nova Convenção Coletiva de Trabalho.
Além do reajuste salarial, permanecem divergências em cláusulas sociais e condições de trabalho.
As empresas alegam dificuldades financeiras no sistema de transporte coletivo e afirmam que qualquer aumento precisa considerar os custos operacionais das concessionárias.
Já os rodoviários denunciam sobrecarga de trabalho, especialmente nos casos de motoristas que também exercem a função de cobrador dentro dos ônibus.
Sindicato diz que segue aberto ao diálogo
Apesar do clima de tensão, o STTRM informou que ainda está disposto a negociar antes do prazo final.
“O sindicato está aberto para negociar a qualquer momento, mas precisamos de um acordo justo para os trabalhadores”, afirmou Givancir Oliveira.
A expectativa agora é que novas reuniões aconteçam até sexta-feira para tentar evitar uma paralisação que pode afetar diretamente milhares de passageiros em Manaus.
