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13 de junho de 2024 | 07:53

Mãe, irmão e funcionários do salão de Djidja Cardoso são presos pela polícia

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decretou a prisão da mãe, do irmão e de alguns funcionários que trabalhavam no salão de beleza, na qual a ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, era sócia. A informação é da Revista Cenarium.

São alvos do mandado: Ademar Farias Cardoso Neto (irmão de Djidja), Cleusimar Cardoso Rodrigues (mãe de Djidja); Verônica da Costa Seixas (gerente do salão); Marlisson Vasconcelos Dantas (cabeleireiro do salão); e Claudiele Santos da Silva (maquiadora do salão).

A ordem destaca que os crimes cometidos pelos suspeitos são estupro, associação para o tráfico de drogas e venda de drogas. Um mandado de busca e apreensão na residência de Djidja também foi expedido.

Conforme o mandado de prisão, assinado pelo juiz Glen Hudson Paulain Machado, há a suspeita de envolvimento de Ademar, irmão de Djidja, em crimes como estupro e tráfico de drogas, segundo o Artigo 213 da Lei N° 2.848, que fala sobre “Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso“, que acarreta uma pena é de seis a dez anos de reclusão.

Ele também responde pelo Inciso 1°, do Artigo 35, da Lei N° 11.343, que se refere à associação criminosa o tráfico de drogas. “Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1º , e 34 desta Lei“. A pena é de três a dez anos de reclusa, e pagamento de R$ 700 a R$ 1,2 mil de multa.

Ademar também é imputado no Inciso 1°, Artigo 33, que se refere à produção e comercialização do tráfico de drogas: “Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar“. A pena é de cinco a 15 anos de reclusão, e pagamento de R$ 500 a R$ 1,5 mil de multa.

A ordem da Justiça também determina que operadoras de telefonia disponibilizem informações sobre os alvos dos mandados. Após a prisão preventiva, todos devem ser encaminhados ao sistema prisional do Amazonas.

Morte conturbada

A morte de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, começou a ser investigada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) que teve conhecimento do caso na terça-feira (28-mai).

Uma equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) foi ao endereço onde Djidja foi achada morta, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, e deu início aos procedimentos investigativos cabíveis.

A PC-AM esclarece que, no momento, a causa da morte de Djidja ainda não foi determinada e só poderá ser confirmada após a realização do exame necroscópico.

Conforme o relatório do Instituto Médico Legal (IML), a morte de Djidja foi ocasionada por depressão dos centros cardiorrespiratórios centrais bulbares; congestão e edema cerebral.

As investigações em torno do caso estão em andamento, e, por isso, mais informações não podem ser divulgadas.

Briga na família

Uma tia de ex-sinhazinha, identificada como Cleomar Cardoso, expôs nas redes sociais uma hipótese sobre a morte da sobrinha e acusou a mãe e funcionários do salão de beleza Belle Femme, que era administrado por Djidja, por omissão de socorro.

Nas redes sociais, a tia da ex-sinhazinha afirmou que a casa da jovem tinha se tornado uma ‘Cracolândia’ e que a tentativa de internar a sobrinha era recorrente, mas sempre foi impedida pela mãe e funcionários do Belle Femme.

Luta contra depressão

No dia 3 de fevereiro deste ano, quando comemorou 32 anos, Djidja fez uma publicação em seu perfil no Instagram, onde relatou que estava superando algumas enfermidades. Entre elas, depressão e gastrite.

Na publicação feita por Djidja, ela escreveu sobre a vontade de querer viver novamente e ficou de contar o testemunho sobre o que vinha passando.

Quem era Djidja Cardoso

Empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso defendeu o item 7 do Festival de Parintins por quatro festivais: de 2016 a 2019.

Ela deixou o posto de sinhazinha no final de 2020, após a mudança de gestão no boi-bumbá vermelho e branco. Depois ela passou a trabalhar nos negócios da família administrando uma rede de salão de beleza em Manaus.

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