Redação Zh – O transporte coletivo de Manaus poderá enfrentar uma paralisação parcial a partir da próxima segunda-feira (09-nov). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou que até 70% da frota poderá deixar de circular caso os salários e o vale-alimentação dos trabalhadores não sejam pagos até este sábado (07-nov).
Segundo o sindicalista, os atrasos nos pagamentos são recorrentes e os trabalhadores não pretendem continuar exercendo suas atividades sem receber. A possível paralisação será uma forma de pressionar os responsáveis pela regularização dos valores.
“Manaus poderá amanhecer na segunda-feira com 70% da frota paralisada, caso o pagamento da categoria não saia até amanhã, que é o dia limite que a gente tem para receber”, declarou Givancir.
Sindicato promete protesto em frente ao Governo do Estado
Givancir Oliveira atribuiu ao Governo do Amazonas a responsabilidade pela situação e afirmou que a Prefeitura de Manaus já teria cumprido sua parte nos repasses.
O presidente do sindicato também anunciou que os trabalhadores pretendem realizar uma manifestação em frente à sede do Governo do Estado na próxima segunda-feira (9), caso os pagamentos não sejam regularizados.
Durante entrevista à imprensa, o sindicalista criticou o posicionamento do governador Alberto Cidade e cobrou o cumprimento dos compromissos financeiros com o setor.
Salários e vale-alimentação estão atrasados
Questionado sobre os motivos da ameaça de paralisação, Givancir confirmou que a cobrança envolve tanto os salários quanto o vale-alimentação dos trabalhadores.
“Vai ser tudo, vai ser salário e alimentação, que não foram pagos até agora. Tanto salário quanto alimentação já estão atrasados”, afirmou.
Paralisação não deverá atingir 100% da frota
Apesar da ameaça de interrupção das atividades, o sindicato informou que pretende respeitar a legislação que regulamenta o direito de greve. Dessa forma, a paralisação não deverá atingir a totalidade dos ônibus.
Segundo Givancir, parte da frota continuará circulando para garantir o atendimento mínimo à população, enquanto os demais trabalhadores participam do movimento.
A confirmação da paralisação dependerá do pagamento dos salários e do vale-alimentação até o prazo estabelecido pela categoria.
Caso a ameaça se concretize, milhares de passageiros poderão enfrentar dificuldades para chegar ao trabalho, escolas e demais compromissos na capital amazonense.
