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3 de junho de 2026 | 17:45

Wilson Lima defende polícia de fronteira e cobra ação federal contra narcoterroristas

Pre-candidato ao Senado destaca investimentos realizados pelo Amazonas no combate ao narcotráfico e afirma que proteção das fronteiras exige atuação mais firme da União

O pré-candidato ao Senado Wilson Lima defendeu, nesta quarta-feira (03-jun), a criação de uma polícia de fronteira e reforçou a necessidade de uma atuação mais efetiva do Governo Federal no combate ao crime organizado na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. As declarações foram dadas durante entrevistas à Band Amazonas e à Jovem Pan News.

Ao abordar a segurança na região, Wilson afirmou que os estados não têm condições de enfrentar sozinhos o avanço das organizações criminosas que utilizam os rios amazônicos como rota para o tráfico internacional de drogas e armas.

“Eu, como senador, quero trabalhar de forma muito firme para criar uma polícia de fronteira. Pra criar uma polícia de fronteira para proteger sobretudo o povo que tá ali naquela região, Tabatinga, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, que são aquelas comunidades as principais afetadas com essa atividade criminosa”, declarou.

Wilson destacou que, durante sua gestão no Governo do Amazonas, o estado ampliou os investimentos em segurança pública, com mais de R$ 1,6 bilhão aplicados no setor. Entre as medidas adotadas estão a implantação e expansão das Bases Fluviais Arpão, a aquisição de lanchas blindadas, reforço do armamento das forças de segurança e a utilização de tecnologias para monitoramento e combate ao narcotráfico nos rios da região.

Segundo ele, apesar dos avanços alcançados pelo estado, a responsabilidade pela proteção das fronteiras é da União.

“Sozinho os estados não conseguem. As nossas polícias, a Polícia Militar e a Polícia Civil, não conseguem sozinhas carregar sobre os seus ombros essa responsabilidade. É preciso que haja uma intervenção firme na área de fronteira por parte do governo federal”, afirmou.

Durante as entrevistas, Wilson também comentou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para ele, a medida reconhece a gravidade das ações praticadas pelas facções e pode contribuir para fortalecer o combate ao crime organizado.

“Como é que tu não vai considerar um grupo criminoso desse não vai considerar terrorista uma vez que eles torturam, que eles executam, tacam fogo em ônibus em via pública, andam armados com fuzil, andam armados com bazuca, com ponto 50? Isso não é considerado terrorista?”, questionou.

O pré-candidato defendeu que a classificação adotada pelos Estados Unidos seja acompanhada por medidas concretas de enfrentamento às organizações criminosas que atuam na Amazônia, especialmente na rota do rio Solimões, considerada estratégica para o tráfico internacional.

“Espero que agora o governo federal possa fazer alguma coisa na fronteira para poder dar a resposta que a gente tanto precisa de combate ao crime organizado”, disse.

Wilson Lima afirmou que a criação de uma polícia de fronteira será uma das principais bandeiras de sua atuação no Senado, ao lado da defesa da Zona Franca de Manaus e da pavimentação da BR-319. Segundo ele, o fortalecimento da presença do Estado nas áreas de fronteira é fundamental para garantir segurança à população e reduzir a influência das facções criminosas na região.

A entrevista da Band Amazonas será exibida nesta sexta-feira, 5, às 17h40, no Brasil Urgente. A entrevista na rádio Jovem Pan News foi veiculada nesta quarta, 3.

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